quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Eu não sei como sentir

Dia 1 de janeiro de 2020, quando cheguei em casa após a noite de virada na casa de uma querida amiga, senti que estava inspirada para escrever novamente no meu diário (que uso desde 2005) e, enquanto escrevia, me interessei por ler o que tinha escrito até então durante os anos. Foi ai que um clique me veio sobre o quanto eu pareço ser praticamente a mesma menina que começou a escrever lá aos seus 12/13 anos, ao menos quanto a essência e as dificuldades que enfrentava mentalmente desde então. 

Muito tempo se passou, vi tanto de longe quanto de perto alguns de meus amigos crescerem, se formarem, enfrentarem a vida com seus casos amorosos, familiares, profissionais e pessoais e hoje - mesmo com seus problemas - estarem tão bem (ou ao menos em um progresso). E eu?

Bom, eu não sei como sentir. Minha vida sempre foi algo difícil de definir e lidar pra mim mesma, praticamente o tempo todo sempre me senti muito sozinha, não sei se é algo que começou fortemente ligado a genética ou se foi realmente pelas experiências de vida desde bebê, mas é como se tivesse uma bolha em volta de mim o tempo todo e que mesmo quando alguém se aproximava, apenas a amassava, porém ela sempre voltava a sua forma original depois de um tempo (curiosamente o título do meu blog antigo é 'memórias de um ciclo em uma bolha'), e eu sinto que a carrego até hoje.

Eu não sei como sentir, sempre conversei muito comigo mesma. Na tentativa de acertar e me incluir entre as pessoas, acabei criando um outro alguém dentro de mim que consigo divagar por horas e horas, perguntando tantas coisas e criando ideias que nunca foram passadas para um papel (eventualmente elas somem). Algumas pessoas que convivi devem reconhecer quando entro num modo 'diferente', e começo a conversar sobre assuntos mais profundos, quando fico faminta por compartilhar experiências, por definir as sensações e por tentar se ligar como se fosse um contato não somente entre duas pessoas, mas entre suas almas. Eu sou apaixonada pelo que esta além dos olhos e, ao me conectar com alguém dessa forma, carregarei no meu coração sempre um grande amor e carinho pelo que senti de sua essência. Pode não parecer, mas eu amo demais sabe? ~

Eu não sei como me sentir com as más experiências que tive na vida. Já fui muitas vezes traída, molestada, zombada, julgada, estuprada, enganada, humilhada e machucada. Não, eu não sou uma sem defeitos ou culpa, já errei bastante. Fui tóxica, ciumenta, vingativa, surtada e marquei negativamente a vida de várias pessoas. Mas ei, mesmo assim sei que não merecia muito do que fizeram comigo. E essas coisas marcam, todos sabemos o quanto marcam, e muitas vezes mesmo quando superadas, essas lembranças vão estar escritas no nosso passado e farão parte de todo o conjunto que nos molda como pessoas. 

Eu não sei como me sentir com as boas experiências. Certa vez, enquanto comia um biscoito da sorte, tirei uma frase que dizia algo como 'Quando mais precisar, alguém estará lá por você', e isso nunca foi tão verdadeiro pra mim. Em todos os maus momentos que passei, logo em seguida aparecia uma pessoa pra estender a mão e me trazer de volta a consciência. Essas pessoas parecem ser destinadas a ter esse impacto, pois um tempo depois da experiência, nossas vidas acabam se separando e seguimos em frente (muitas vezes por eu me afastar também). Elas são como anjos que eu sempre vou me deitar a noite e agradecer por te-las conhecido. Sou muito grata a elas.

Eu não sei como me sentir quanto a relações sociais num geral. Sempre tive uma imensa dificuldade para manter um relacionamento, por muitos anos me sentia a pessoa mais extrovertida e cheia de contatos possível, porém com o tempo eu fui me fechando e consequentemente esse ciclo foi mudando, diminuindo, se desfazendo. Sei que é extremamente comum acabarmos podendo contar nas palmas de uma - ou no máximo duas - mãos nossos verdadeiros amigos, os que gostamos de dizer que serão para a vida toda, porém até mesmo com esses poucos eu não sei bem como lidar. Amo, mas não me acho digna da relação. Dignidade e merecimento nunca foram roupas que consegui vestir.

Não me considero uma pessoa burra, longe disso, mas tenho bastante consciência que minha inteligência emocional é mínima. Eu sinto demais, mesmo quando finjo que não, mas sinto. As vezes, dentro da minha bolha pessoal, um pequeno gesto de alguém já faz meu dia ser incrível. Começo a cantarolar, escrevo, rendo no que faço, sorrio, faço palhaçada para meus amigos, vou puxar conversa com quem costumo sumir no dia-a-dia, etc... e ai, escuridão novamente. Mas sei que alguém fará meu dia feliz novamente e fico nesse ciclo por toda a vida, minha felicidade depende muito do feedback e do que vem pelos outros, sou muito dependente. Da mesma forma que um bom sinal me alegra, a falta dele ou um mal sinal me destrói com a mesma intensidade. As vezes fico meses mal por uma atitude ruim de alguém que me importo e todo o looping de pensamentos ruins começam a reinar na minha cabeça. E o ruim disso, normalmente os maus momentos tendem a dominar totalmente meus bons. Minha bolha volta a reinar.

Em 2018 fui diagnosticada com bipolaridade e depressão. Bom, faz bastante sentido vendo agora o quanto do que passei e fiz podem estar relacionados a isso, e... eu não sei como me sentir. Eu não sei como sentir. Não sei como lidar com as montanhas russas da vida, não sei como realmente estou, não sei o que fazer. A vida vai passando e eu to aqui, como se fosse sentada num banco ao lado do meu eu adolescente, assistindo meu eu criança brincar com diversas fumaças que tomam forma de algo ou alguém e se vão. Serei eu a junção da minha condição mental, minha bolha e minhas experiências?

Estou e acredito que sempre estive nessa posição. Eu não sei como sentir. A razão nunca foi algo que me moveu a fazer o que costumo fazer. Como seguir um plano, como dar continuidade, como ter sucesso, como lidar, o que fazer, o que falar... é minha emoção quem me guia. Mas o que fazer quando nem você mesma sabe o que ela quer dizer? Aos poucos minha chama, minha essência vão se enfraquecendo dentro de mim. Eu não costumo mais conversar comigo mesma, não sinto mais quem sou e o que represento. Poucas coisas ainda gotejam ao meu redor e me fazem sentir um palpitar interiormente. Cheiro de cavalos, da chuva, de livros novos, uma troca de olhares profunda, uma carta amigável, uma representação legitima de afeto... e ai, escuridão.

Eu não sei como sentir, não sei como, não sei.


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

30 respostas para me conhecer.

Se tem um site que eu sempre entro desde muitos anos atrás (e honestamente não lembro quando foi que o encontrei pela primeira vez) é o 'We Heart It'. 

Esses dias enquanto estava bisbilhotando as fotos novas pelo aplicativo, me deparei com um desafio bem legal criado por uma das meninas que posta um mini blog por lá, relacionado com auto conhecimento e amei

2017 foi definitivamente o ano que eu mais tive ideias rodando na minha mente e sinto que preciso colocá-las em ordem de alguma forma que não seja somente pensando, porque sei que o pensar demais acaba sendo prejudicial para mim, então resolvi escrever/falar um pouco de tudo em cantos diferentes. Converso pessoalmente (ou virtualmente) com algumas pessoas, fiz uns rascunhos em papéis soltos e agora estou passando para esse blog (que eu quero muito um dia tornar um costume mais rotineiro). 


Enfim, então vamos a essas 30 respostas:


1. Liste 20 fatos aleatórios sobre você


- Eu sempre consigo ver formas/desenhos para um lugar que fixo o olhar;

- Amo ler, as vezes mais do que falar com pessoas;

- Meu horário mais produtivo é definitivamente a noite;

- Acho músicas em inglês muito mais bonitas e tocantes;

- Tenho um estranho hábito de pressionar a palma da minha mão com os dedos quando estou pensativa demais;

- Me considero cada vez mais sensitiva em relação as pessoas ao meu redor;

- As duas primeiras pessoas que eu realmente amei na vida foram a Janete e o Douglas (ambas de Araruna);

- Eu amo associar sentimentos à imagens;

(Como agora que resolvi escrever a primeira palavra que me veio á cabeça 'happy' e colar a imagem que chamou atenção aqui)

- Desde meus 12/13 anos eu escrevo um diário (com bem menos frequência, infelizmente);

- Sempre amei e quis que meu nome fosse Katherine;



- A parte que mais amo do meu corpo são meus olhos grandes;

- Eu jamais teria paciência para ser uma boa cozinheira;


- Uma das músicas que mais concordo na vida é 'We are one', do Rei Leão II. Principalmente pela parte 'somos mais do que mil, somos um';


- E essa é definitivamente minha versão preferida dela: Angélique Kidjo - We Are One 


- Sexo só teve realmente importância para mim com 1 pessoa até hoje;


- Eu definitivamente sou uma criança quanto a maturidade amorosa



- Amo vermelho


- Desde que ganhei o perfume de baunilha (aos 15 anos) de uma menina que eu sempre admirei muito, nunca mais troquei meu cheiro;


- Já magoei muitas pessoas por estar magoada/amedrontada e não saber lidar com isso;


- Minha palavra preferida é 'sinceridade';



2. Descreva 3 medos legítimos que você tem e explique como eles viraram medos



- Rejeição. Desde sempre, por não sentir que existia alguém que eu realmente poderia contar para compartilhar todos meus momentos (tanto bons, quanto ruins) durante a infância, eu me perdi como 'myself' e até hoje acho muito difícil distinguir até que ponto eu faço o que faço por mim ou pelos outros, tentando o máximo possível só ser aceita. - uma leve lacrimejada nesse momento -


- Injustiça. Tanto vindo de mim quanto de outras pessoas, sempre me sinto mal quando faço/vejo uma injustiça sendo feita com alguém. Isso virou um medo meu por tantos motivos que não caberia lista-los todos aqui, mas temo em fazer isso com boas pessoas (e já perdi algumas assim) e também pelas pessoas num geral, boa parte do caos em que vivemos provém disso e me entristece muito que não aja uma fórmula para acabar de uma vez por todas com isso (cause after all, we are one). Mas continuarei fazendo meu melhor para diminuir esse ponto.


- Mágoa. Por mais que por muitos anos eu tenha tentado reprimir essa ideia, eu sempre soube no fundo do coração que sou uma pessoa muito sensível. Eu sinto muito tudo que seja gerado por sentimentos, isso inclui se alguém quer ser gentil até o ponto em que são ruins, e por muitas vezes passei (ainda passo na verdade) por situações em que a intenção de magoar ou rebaixar/zombar alguém (ou eu mesma) esta presente em uma pessoa próxima, gratuitamente. Qual a necessidade disso? Palavras machucam muito mais do que algo físico, na minha opinião. É tão difícil evitar isso?



3. Descreva seu relacionamento com seus pais




Esse gif define bem o que eu poderia descrever sobre esse assunto. :(



4. Liste 10 coisas que você diria agora a si mesma com 16 anos se pudesse



- Quando conseguir seu primeiro emprego, não largue, você precisa sair de casa o quanto antes;


- Não se importe em ser diferente, quem te ama sempre te entenderá (ou tentará entender);


- Cigarros e bebidas nunca farão você se orgulhar de algo, sua monga;


- Nunca deixe de ir para Araruna;


- Quando for tentar medicina, faça isso longe da sua madrinha, ela vai te atrapalhar em vários sentidos;


- Tente superar seus medos o quanto antes;


- Quando encontrar uma tal de Christina Grimmie aleatoriamente na internet, faça o possível para conseguir abraça-la na vida;


- Chore mais;


- Não desista da aula de música;


- Saiba que apesar de todas as quedas, você é muito resistente.



5. Quais são as 5 coisas que te fazem mais feliz atualmente?


- Minhas duas gatas, Auri e Mini



- Meu quarto estar pela primeira vez mais parecido comigo

- Cantar (quero muito voltar a fazer aula de canto, por sinal)


- Eu ter conhecido a Marisa Ramos, pessoa que mais me fez sentir a sensação de 'amor de mãe' e o Alvaro Ramos, principalmente por ter sempre me ouvido e compartilhado sua vida comigo.


- A possibilidade de iniciar 2018 (a não ser que eu morra até lá) bem mais amadurecida



6. Qual foi a experiência mais difícil que passou até hoje?


Isso vai parecer meio tolo e até meio errado de se falar, considerando tudo que já aconteceu comigo na vida, mas eu realmente acredito que tenha sido a forma que eu e o Luciano (Nano) terminamos. Foi a pior sensação que senti desde o momento que nossos problemas começaram (muitos por minha culpa) até o final... queria ter conhecido ele depois.


7. Qual é o trabalho dos seus sonhos e porque?


O trabalho dos meus sonhos já variou bastante na especificidade dele em si (as vezes como médica, outras como artista, engenheira, psicóloga, cientista, perita), mas o ponto fixo sempre foi em poder ajudar o máximo de pessoas a se sentirem mais próximas da felicidade. Sei que é algo amplo para se falar e que é possível fazer isso sem ser necessariamente no trabalho cotidiano, mas se eu tiver um pouco disso no dia-a-dia, já me sentirei bem satisfeita. 


De qualquer forma, atualmente estou querendo muito ser perita criminal! (mas admito que uma pitada ainda esta voltada a psicologia)


E não pode ter uma rotina muito igual sempre, isso me deixa entediada.


8. Quais são as 5 paixões que você tem?


- Sensibilidade espiritual


- Christina Grimmie


- Meus amigos próximos


- Vida e toda sua diversidade/beleza/peculariedade


- Música


9. Liste 5 pessoas que tiveram um grande impacto na sua vida e descreva como


Janete Silva: Desde a primeira vez que conversamos, eu soube que ela era a pessoa mais próxima a um 'anjo' para mim. Sempre bondosa, positiva, animada, dedicada... ela foi minha inspiração em diversas coisas que prezo hoje em dia, além de ter me tirado de um caminho que poderia ter sido muito ruim caso eu não abrisse meus olhos.


Douglas Cardoso: Meu primeiro amor, ele me fez sentir tudo de mais puro e verdadeiro que pode existir entre duas almas que ainda não se decepcionaram amorosamente. Carregarei eternamente um símbolo do que fomos, em minha tatuagem das 3 marias, primeira constelação que conheci na vida, através dele.


Dario Kosugi: Uma das pessoas mais dedicada e profunda que conheço. Ele sempre foi um mistério para mim, seu corpo pode estar em um lugar, suas palavras podem pronunciar algo...mas seus pensamentos, sinto que estão sempre em um patamar acima do que as pessoas normalmente costumam deixa-los. É uma das minhas maiores inspirações também.


Dr. Marlus Vinícius: Se não fosse por ele eu não sei por quanto tempo iria continuar vivendo nas histórias incompletas e muitas vezes falsas contadas pela minha madrinha sobre a real história da minha mãe biológica. Graças ao seu diferencial de finalmente não começar a me tratar pelo que alguém fala, mas sim pelos fatos que aconteceram as pessoas que me trouxeram a esse mundo , eu pude começar essa jornada (em sua maioria nada fácil) sobre o passado dos Vulcanis.


Julia Zawadzki: Vou soar bem ingrata e insensível, mas a forma extremamente grossa de ser em seus momentos irritados ou insatisfeitos me fez perceber muitos pontos que eu jamais irei querer que alguém próximo tenha e de como eu nunca serei com os outros. Afinal, nem todos os impactos da vida são necessariamente bons, mas sempre podemos tirar algo positivo deles.


10. Se você pudesse ir para qualquer lugar do mundo nas férias, para onde iria e porque?


Quem me conhece sabe facilmente a resposta para essa! Eu iria tanto para o Rio de Janeiro quanto para Londres (pouca diferença, não é mesmo?), são dois lugares que eu sempre só tive um 'feeling' que preciso conhecer. (O que por sinal me faz pensar o porque ainda não fui. O que me segura aqui ainda? Talvez porque sentir que se eu for não comprarei a passagem de volta? Talvez porque nunca quis tanto? Ou não é o momento certo? Não sei mesmo!)



11. Descreva 10 hábitos chatos que você tem


- Eu penso demais sobre algumas coisas que poderiam ser bem simples


- Sou bem impulsiva as vezes


- RECLAMO DIRETO que quero ter o corpo x, mas vivo procrastinando para chegar lá


- Eu não sei tem uma conversa decente online por muito tempo (na verdade não sei se quero saber, pessoalmente é muito melhor)


- Raramente eu falo diretamente o que quero


- Desmarco bastante encontros com amigos


- Se eu cismo com algo é bem difícil alguém me fazer mudar de ideia


- Eu não presto bêbada


- Mudo muito de opinião por ouvir demais as opiniões alheias


- Normalmente estou atrasada



12. Descreva um dia típico seu atualmente


Nada de interessante, para ser bem sincera. Como estou de férias eu só tenho lido o último livro que comprei (Terror), assistido algumas séries (This is us, Salem, Vikings, Black Mirror, etc), jogado algumas coisas da Steam (e League de vez em quando), dançado sozinha no quarto (sempre fiz e sempre farei isso) e cantado (claro).


Indico muito 'This is Us' por sinal, é lindo demais! 





13. Descreva 5 fraquezas 


- Me deixar amar e ser amada


- Família


- Qualquer comentário sobre minhas vestimentas (nem eu gosto, mas nunca alcancei o corpo que realmente queria ter para usa-las e nem me senti a vontade para isso)


- Negatividade


- Quando não me levam a sério


14. Descreva 5 pontos fortes 


- Pode muitas e muitas vezes algo dar errado, mas eu sempre tentarei mais uma vez (seria persistência ou teimosia? Talvez ambos?)


- Meu amor em ajudar os outros


- Valorizo todos independente de seus defeitos


- Ser sonhadora e positiva quanto a minha crença de um mundo melhor


- Minha curiosidade para pensar, sempre que possível, além do comum


15. Se você fosse um animal, qual seria e porque?


Um cavalo, porque eles sempre representaram para mim o selvagem, forte e belo. (algo que me identifico muito, quando estou nos meus melhores momentos)


(prefiro muito mais as fotos que tiram só deles, sem humanos juntos, por sinal)





16. Quais são suas 5 maiores realizações?


- Ganhei em 1º lugar uma competição de xadrez quando estava na no ensino fundamental

- Fui a primeira lobinha (do Grupo Escoteiro São Luiz de Gonzaga) a tirar a insígnia 'Cruzeiro do Zul', que é o nível máximo em uma alcateia.

- Fui chamada para cantar e fazer mini apresentações (por eu gostar de imitar as que aprendia na frente de todos) infantis para as turmas da minha creche

- Ensinei uma das empregadas a ler e a escrever

- Sempre estar com no mínimo 10 livros lidos por ano (para mim vale bastante)

17. O que é que você mais desejaria ser ótima em fazer?


Em ser a melhor em tudo que faço (tenho uma baixa disciplina), para poder progredir bem e poder finalmente contribuir significativamente na melhoria da vida aqui na terra.

18. Qual foi a coisa mais difícil que você teve que perdoar?


A forma que minha madrinha errou em me criar sempre me passando uma imagem negativa da minha mãe e família, fazendo com que eu me sentisse sempre inferior e predestinada a ser um fracasso. Além de não ter considerado me passar para outra pessoa cuidar, sabendo que ela não tem a afetividade que uma criança sem pais precisa ter para crescer se sentindo amada e confiante. Sofro até hoje e provavelmente ainda enfrentarei muitos obstáculos por essa vida em consequência disso. (De qualquer forma eu a perdoo, sei que agora só depende de mim mesma para superar isso)

19. Se você pudesse morar em qualquer lugar, onde seria e porquê?


Não faço questão de nenhum lugar em específico, cresci em Curitiba e acho essa cidade muito bonita (apesar de ser apaixonada por cidades europeias, mas quem não é?). Mas se pudesse escolher uma leve melhoria, seria em algum lugar que tivesse menos prédios e mais natureza, me sinto mais viva quando estou longe dos centros urbanos.


20. Descreva 3 memórias significantes da sua infância

- Eu acampava com o grupo escoteiro e quando ficava sozinha no mato por um tempo, cantava 'Spark Inside Us' e me sentia invencível

- O dia em que uma amiga da minha madrinha veio no quarto me desejar bom dia. Foi um dos únicos dias que acordei com alguém me dizendo isso na cama.

- Minha relação com a Selma e a Iracema, duas babás/empregadas que trabalhavam aqui e sempre serão como mães para mim.


21. Se você pudesse ter um super poder, qual seria e o que faria primeiro com isso?


Eu teria o poder da cura, e iria primeiro atrás de um lugar onde cuidassem de crianças com câncer, removendo de vez isso delas.


22. Onde você se vê daqui a 5 anos? 10 anos? 15 anos?


Curioso, eu não consigo imaginar isso. Nunca consegui pensar muito a frente, não sei nem onde estou e quem sou agora direito.


23. Liste seus 5 maiores hobbies e diga porque você os ama


- Ler: Eu amo poder entrar em um universo diferente mentalmente e me desligar da realidade.

- Ver séries: Principalmente as de drama, me faz bem assistir diferentes tipos de vida possíveis por ai.

- Escrever: Acalma minha mente.

- Limpar a casa: Gosto de ver tudo organizado, limpo e cheiroso. (mas sou melhor em limpar o que é dos outros do que o que é meu, isso raramente faço. Curioso?)

- Filosofar com alguém: Sinto que isso ajuda a sermos mais compreensíveis, amáveis e tolerantes quanto ao que acontece no dia-a-dia.


24. Sua melhor memória desse ano


As conversas e trocas de cartas/lembranças com o Alvaro.

25. Se você pudesse jantar com qualquer pessoa, quem seria e porque?



Com meu pai, para preencher essa lacuna vazia e saber um pouco de quem ele foi, o que gostava, tinha algum sonho, metas, etc.


26. Do que você mais se arrepende nessa vida?


Não ter criado coragem e força suficiente para sair de casa quando era mais jovem (e de ainda não estar fora, por sinal).


27. Atual série preferida? Música? Livro? Filme?


Série: This is Us

Música: Perfect - Ed Sheeran

Livro: Na escuridão da mente - Paul Tremblay

Filme: Extraordinário


28. Qual a sua língua preferida?


Inglês! Sempre foi e sempre será, for sure.


29. O que você acha que as pessoas menos entendem sobre você? 


Que eu ainda tenho muita insegurança e isso não me mantém constante/presente/próxima na vida cotidiana delas.


30. Cite 10 coisas pela qual você gostaria de ser lembrada 


- Por ter inventado/criado algo útil para as pessoas e animais.

- Pela criatividade

- Por ser alguém que esteve constantemente batalhando para melhorar

- Pelos pensamentos bizarros

- Por ser alguém que sempre perdoa

- Por ser aquela que vive no 'mundo da lua'

- Por não gostar de brigas e ser sempre a favor de reconciliações/libertações

- Pelos pedaços de amor que tento deixar por onde gosto de estar/passar

- Por tentar 

- Por não desistir

quarta-feira, 29 de junho de 2016

O amanhã.

Podemos ir embora a qualquer minuto, qualquer segundo. Hoje existimos e criamos tantos obstáculos e problemas em nossas vidas, para que? Porque hoje você pensa que esta sem vontade, se amanhã você pode nem sentir o sol tocar em sua pele? Se você pode não mais conseguir processar o oxigênio da atmosfera em seus pulmões?

Se hoje você pode expressar todos seus sentimentos e vontades, por que adiar para o amanhã?

Faça o que tem vontade, diga o que deseja, faça o que quer. Se todos os dias a gente vivesse como nosso único dia, não faríamos tudo de forma diferente?

Hoje em dia temos o costume de planejar tudo para anos a frente. Mas o que nos garante esses anos? Nada.

O tempo e a vida são algo muito próximos. Assim como o tempo pode passar inesperadamente, a vida também pode.

Se calculamos o tempo, porque esquecemos de calcular a vida?


Porque hoje você tem que viver em uma soma, se amanhã pode viver uma multiplicação com o zero?

Se você lembrar, sempre, que sua vida depende tanto dos acontecimentos quanto os números de seu uso, certamente viveria diferente.


Então me diga, o que você quer viver amanhã? 



quinta-feira, 18 de abril de 2013

Quantos lados te fazem acreditar?



Quase todo fato na vida precisa ter no mínimo uma versão para que possa se tornar um assunto, mas acredite, é incrível como isso pode virar nossas cabeças para baixo!

Quando você acorda todos os dias e sai para o mundo viver sua vida, tudo se concentra em primeira mão a sua única pessoa. Mas independente do que faça, qualquer um pode negar seus atos, e estar aos olhos de outros, mais certo que você. Como assim? 

Vamos criar um caso simples que não fuja muito do que todos poderíamos imaginar:

Em uma noite na pequena cidade de Stolavn, quando não se via mais ninguém pelas ruas, um jovem ciclista às pressas para sua bicicleta, retira uma câmera de sua bolsa e fotografa a ponte de Wintones (famosa por sua bela aparência). Ele observa a foto e suspira 'Consegui, bem a tempo!'. Então acena para algo, deixa sua bicicleta e vai embora. Minutos depois, sem uma certa causa, a ponte desmorona, deixando somente as câmeras de segurança arredores para trás.

Se fosse você o detetive contratado para resolver esse caso, por onde iria começar?

Cada um pensaria em algo. Algumas repostas iriam se contradizer totalmente, outras rumariam parcialmente à uma mesma situação e algumas seriam praticamente iguais. Mesmo com as inúmeras tecnologias de hoje em dia e com profissionais experientes nesse ramo, nem tudo sempre pode sempre ser precisamente resolvido. Esqueçamos o caso.

Todos nossos dias são narrados por meio de algo ou alguém. Estamos constantemente criando histórias sem nem mesmo notarmos, e é nas entrelinhas delas, que formamos nossos questionamentos e nossas opiniões. Qual a sua cor, animal, jogo, esporte, trabalho, livro, objeto, cidade, flor, cheiro, banda, pessoa preferida? Quem você gosta, ama, odeia, paquera, ignora, deseja, confia, convive, admira mais?

Rodeado de tantas opções, dificilmente você conseguiria moldar somente uma única resposta para perguntas assim. É fácil ter várias versões. 


Essa menina é uma bailarina. 
Essa menina anda de skate.
Essa menina é modelo.
Essa menina esta usando um vestido.
Essa menina esta em um parque.
Essa menina tem o pé pequeno.
Essa menina tem as pernas finas.
Essa menina gosta de vermelho.
Essa menina é branquinha.
Essa menina esta de frente para foto.
Essa menina é jovem.
Afinal, é uma menina?

  

O que nos faz conseguir deduzir tantas hipóteses? Nossa capacidade de questionamento!

  
E estamos perdendo isso, afinal...


Você não se preocupa todos os dias com o que suas ações podem gerar? Se sua opinião pode ser contestada? Se você esta certo ou errado? Qual é a verdade?

Te digo: Pare, isso é besteira!

Porque tentamos responder tudo que nos é perguntado com tanta pressa? Porque você precisa ter a opinião de algo, logo depois que o viu? Esse intuito de obter uma rápida resposta, dificilmente faz  com que nos auto questionemos antes de responder e sempre nos faz sentir julgados/julgando com as respostas. 

O tempo continua o mesmo, mas nós não. Somos cada vez mais predestinados a armazenar tantas informações quanto possível e ter nossos conhecimentos conectados à todas as ciências da vida, que ter uma resposta firme e concreta sobre qualquer assunto, esta ficando cada vez menos possível. 

Conforme nossas exigências vem aumentado, nossos resultados vem diminuindo. E com motivo. Afinal, nunca existiu um único resultado e nem mesmo uma única resposta possível para tudo!

A resposta não esta no questionar. A resposta não esta no pensar. A resposta não esta no observar.

Não queira ter reposta para todas as perguntas, e nem mesmo uma opinião para todos os assuntos. Saiba ver que dois lados de uma moeda, jamais fizeram dela uma moeda verdadeira. Quem dirá um lado? Quem dirá uma única versão?

Sabe o menino da bicicleta? Então...





 


Fernanda Vulcanis.






Eu não sei como sentir

Dia 1 de janeiro de 2020, quando cheguei em casa após a noite de virada na casa de uma querida amiga, senti que estava inspirada para escre...